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Pedro Araújo Napoleão, licenciado e doutorado em Arquitetura, é autor do livro As Sensações e as Emoções na Arquitectura e de diversos artigos publicados em revistas da especialidade, tendo colaborado, por convite, com jornais, outras publicações e variadas organizações. A sua atividade de investigação é acompanhada por uma presença internacional ativa, traduzida em viagens de estudo, contacto direto com obras de referência da arquitetura mundial e participação regular em conferências e seminários, nacionais e internacionais.

Em 1996, fundou a Panatelier – Pedro Araújo & Napoleão, Lda., escritório no qual desenvolve uma prática profissional sólida e consolidada, com obra construída em Portugal e no estrangeiro, predominantemente nos domínios da habitação e da indústria. O seu trabalho tem sido distinguido ao longo dos anos, destacando-se um projeto finalista de um prémio nacional de arquitetura em 2023. Ao longo da carreira, acumulou vasta experiência em projeto, coordenação e direção técnica, tendo exercido funções de responsabilidade em empresas de construção, coordenado projetos e concursos públicos por convite, orientado estágios profissionais e desempenhado o cargo de diretor técnico de um grupo do setor da construção em Paris.

Paralelamente à prática profissional e académica, Pedro Araújo Napoleão tem mantido uma participação ativa em instituições ligadas à arquitetura e ao bem-estar. É membro da Ordem dos Arquitetos, da ANFA – Academy of Neuroscience for Architecture e da Global Wellness Portugal. Integrou ainda o júri de um Prémio Nacional de Arquitetura em representação da Ordem dos Arquitetos portugueses e é Associado Honorário da United Nations Association Portugal.

A sua atividade de investigação é acompanhada por uma presença internacional ativa, que se traduz em viagens de estudo, no contacto direto com obras de referência da arquitetura mundial e na participação regular em conferências e seminários, nacionais e internacionais.

É membro da Ordem dos Arquitetos, da ANFA – Academy of Neuroscience for Architecture e da Global Wellness Portugal, tendo integrado o júri de um Prémio Nacional de Arquitetura em representação da Ordem dos Arquitetos portugueses.

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O tema “Sensações e Emoções na Arquitetura” aborda uma viagem sensorial e emocional pelo universo percetivo e cognitivo que a Arquitetura proporciona, revelando-se essencial para a compreensão da existência de um fenómeno psicológico associado à experiência arquitetónica, frequentemente ignorado por uma grande parte das pessoas.

Num momento em que ocorrem as maiores transformações tecnológicas da história, assistindo-se à substituição de áreas do conhecimento humano por máquinas e à perda da singularidade da obra de arte em prol da produção em massa, torna-se urgente reagir através da diferenciação. Mesmo admitindo que a criatividade continua a ser uma capacidade exclusivamente humana, é necessário acrescentar valor criativo para que essas mesmas máquinas continuem a depender de nós, sob pena de nos tornarmos meras commodities.

Ao longo da história dos movimentos arquitetónicos, é possível observar a existência de uma relação constante entre o universo das sensações e das emoções e todo o processo criativo. Essa relação manifesta-se como expressão ideológica de determinadas épocas e correntes de pensamento, nas quais se formaram valores éticos e estéticos que orientaram a conceção de obras cada vez mais centradas no utilizador e na sua interação com o ambiente.

Estes movimentos arquitetónicos assentavam em fundamentos filosóficos que relacionavam os problemas da existência humana com o conhecimento da verdade, da mente e da linguagem. Tal como aconteceu noutras áreas do saber, também na Arquitetura estas reflexões constituíram a base de diversas ideologias e movimentos, influenciando profundamente a forma de pensar, projetar e construir o espaço.

Percorrer este universo sensorial e emocional e aproximá-lo das ciências neuropsicofisiológicas, numa época marcada pelos mais recentes avanços da Neurociência, permite introduzir novos elementos no discurso arquitetónico. Esta aproximação oferece a possibilidade de compreender de forma mais rigorosa a relação entre o ser humano e o espaço construído, abrindo caminho a novas interpretações e, eventualmente, a novos paradigmas de investigação e prática arquitetónica.

Resultado de um extenso trabalho de investigação, este livro tem por base a tese de doutoramento do autor, desenvolvida na Universidade da Corunha sob a orientação do Professor José António Franco Taboada, Professor Catedrático Emérito daquela instituição e autor do prefácio da obra.

José António Franco Taboada foi Diretor da Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade da Corunha desde a sua fundação, em 1975, até 1986, bem como Diretor do Departamento de Representação e Teorias Arquitetónicas desde a sua criação. Entre as suas principais obras destacam-se o Edifício Costa Rica, na Corunha, o Pavilhão da Galiza na Exposição Universal de Sevilha e o Centro Cívico e Cultural de Arteixo.

A investigação apresentada neste livro procura, assim, estabelecer uma ponte entre a teoria arquitetónica, a filosofia e as neurociências, contribuindo para uma compreensão mais profunda do papel das sensações e das emoções na experiência da Arquitetura.

«Este livro assenta num trabalho exaustivo e complexo de documentação e investigação, que resultou numa obra original e pessoal que, graças a uma síntese extraordinária e a um estilo honesto e agradável, nos convida a viajar mentalmente por todos os textos-chave da teoria da arquitetura, visitando fisicamente os principais edifícios que sustentam a sua argumentação. Neste último aspeto, destacam-se as fotografias que ilustram as construções escolhidas, cuja grande expressividade nos permite recriar, em certa medida, as próprias sensações que o autor experienciou ao contemplar tais obras.»
José Antonio Franco Taboada, Doutorado (PhD) – Professor Catedrático Emérito Distinto da Universidade da Corunha
«A próxima fronteira do projeto arquitetónico não reside numa maior objetificação do edifício nem na racionalização da teoria do projeto. Reside, sim, em compreender melhor o complexo organismo humano para o qual projetamos. Neste sentido, as ciências humanas e biológicas deram passos gigantescos apenas nas últimas décadas. Arquitetos e académicos, como Pedro Araújo, estão a tentar interpretar estes avanços para os projetistas e, assim, enriquecer o habitar humano.»
Harry Francis Mallgrave, PhD – Membro Honorário do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos (RIBA) e Professor Emérito Distinto do Instituto de Tecnologia de Illinois

Transformamos ideias
em espaços únicos.

Projetos de arquitetura modernos e funcionais, concebidos ao mais ínfimo pormenor.